A notícia caiu que nem uma bomba á cerca de um mês e aos poucos a ideia de tudo ser real vai se mostrando aos meus olhos, que teimam em não querer ver que ela ainda ali está prontinha para fazer estragos.
Não é que finja que de nada sei apenas evito a hipótese de pensar nisso, mergulho no trabalho ou em algo que me ocupe a cabeça…É de família este tipo de fuga atravessa gerações.
Depois de anos de ver o meu avô sucumbir cada dia um pouco mais á doença do cancro soube á cerca de um mês que o meu pai tinha sido diagnosticado o mesmo tipo de cancro. Apesar de mesmo á distancia ter acompanhado o meu avô e ver a evolução da doença, pensar que irei ter de passar o mesmo com o meu pai enche-me o coração de dor.
Não sou de deixar de enfrentar os problemas de frente mesmo quando eles são bem complicados e já tive nesta minha ainda curta vida já tive de ultrapassar alguns bem cabeludos  mas este confesso, que não estava á espera nem sei onde me agarrar estou perdido. Sei que tenho de ser forte e até posso o fazer parecer por fora , mas por dentro todo eu tremo como um tremor de terra.
Com operação marcada para daqui a um mês resta esperar que tudo corra pelo melhor e estar sempre por perto, vão ser tempos difíceis temo só de pensar.
Tenho o meu coraçãozinho pequenino como se tivesse sido drenado todo o seu calor, estou triste…tenho medo…